Alguns livros tratam de temas tão interessantes que nos deixam fascinadamente envolvidos, o mais recente livro que li “A luz do além” de Raymond A. Moody, Jr. E Paul Perry é um desses, trata de um tema muito polémico, controverso e contraditório, a morte, ou melhor as experiências daqueles que cruzaram a fronteira Vida/Morte, mas que regressaram à vida, porque ainda não era chegada a sua hora de partir. Esses que experimentam a chamada EQM (experiência quase morte) revelam pontos em comum, como o vislumbre de uma escuridão com a luz ao fundo e muitos se sentem tão bem que não gostariam de regressar ou sair do próprio corpo e observar do teto o que se passa em torno do corpo. Por coincidência durante o tempo em que estava lendo o livro foi passado num canal televisivo o filme “Espírito do Amor” em que o personagem morre assassinado e tenta proteger a mulher que ama, através de uma médium que inicialmente desconhecia ser médium, no fim vê-se uma luz ao fundo, o próprio personagem fica revestido de luz e afirma “o amor que vivemos dentro de nós nos acompanha sempre”.Esse tema é fascinante, mas gera muita polémica em cima, por um lado a ciência racional como é precisa reproduzir o fenómeno para poder provar a sua existência cientificamente, mas como provar esse fenómeno, que instrumentos poderiam ser utilizados para captar e mensurar tal fenômeno? Talvez se inventasse uma câmara fotográfica que pudesse ser introduzida no cérebro da pessoa para registrar tudo que se passa com a mente. Se isso fosse viável aonde seria colocada? Em que parte do cérebro ocorreria tais fenómenos?
Outras perguntas surgem: Qual é a finalidade de se reproduzir esse fenómeno? Ou de se provar cientificamente a sua existência? Seria em última instância provar cientificamente a existência de Deus? Se fosse conseguido provar e reproduzir tais fenómenos, o Homem não acabaria por transformá-lo numa poderosa e potente arma para utilizar contra o próprio Homem, pondo em risco toda a Humanidade?
Estes questionamentos reportam aos outros questionamentos outrora feitos sobre a consciência, o estado modificado da consciência, para as quais ainda não consegui respostas, associando-se a outro particularmente inquietante para mim, supondo que as experiências quase morte, sejam um vislumbre do que acontecerá quando o crepúsculo chegar pondo fim a existência terrena na dimensão física e terem em comum o fato de serem positivas, promotoras de paz interior, alívio do sofrimento, então porque o último olhar de minha mãe foi de pavor, terror e não de serenidade?




