Um paradoxo que acontece com o ser humano tornando-o um ser não previsível, instável como o tempo em termos de clima, ora ensolarado com céu azul límpido, transmitindo uma energia maravilhosa que atrai tudo de melhor que existe no Universo, ora nublado ou tempestuoso, colérico, arrasando tudo por onde passa, dependendo do que pensa antes de dizer e do que diz sem pensar.Amor & Emoção x Razão
sexta-feira, 6 de março de 2009
Nem tudo pensado é dito... nem tudo dito é pensado!
Um paradoxo que acontece com o ser humano tornando-o um ser não previsível, instável como o tempo em termos de clima, ora ensolarado com céu azul límpido, transmitindo uma energia maravilhosa que atrai tudo de melhor que existe no Universo, ora nublado ou tempestuoso, colérico, arrasando tudo por onde passa, dependendo do que pensa antes de dizer e do que diz sem pensar.quarta-feira, 4 de março de 2009
Origem do Homem, criação divina ou evolução natural?
A origem do Homem ao longo dos tempos é muito pensada, refletida, debatida, discutida, mas continua por comprovar. Este ano esta polémica volta a ser debatida com mais veemência por causada da comemoração da publicação da obra de Charles Darwin sobre a evolução (evolução é o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao longo do tempo, dando origem a espécies novas.) das espécies (O princípio da evolução postula que as espécies que habitaram e habitam o nosso planeta não foram criadas independentemente, mas descendem umas das outras, ou seja, estão ligadas por laços evolutivos. Esta transformação, denominada evolução das espécies, foi apresentada e explicada satisfatoriamente por Charles Darwin, no seu tratado A origem das espécies, em 1859) . Darwin postulou que a "seleção natural tende a modificar as características dos indivíduos ao longo das gerações, podendo gerar o aparecimento de novas espécies". Lei do uso ou desuso: o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem.
Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e desuso, são transmitidas aos descendentes.
Lamarck utilizou vários exemplos para explicar sua teoria. Segundo ele, as aves aquáticas tornaram-se pernaltas devido ao esforço que faziam no sentido de esticar as pernas para evitarem molhar as penas durante a locomoção na água. A cada geração, esse esforço produzia aves com pernas mais altas, que transmitiam essa característica à geração seguinte. Após várias gerações, teriam sido originadas as atuais aves pernaltas.A teoria de Lamarck não é aceita atualmente, pois suas idéias apresentam um erro básico: as características adquiridas não são hereditárias.Verificou-se que as alterações em células somáticas dos indivíduos não alteram as informações genéticas contida nas células germinativas, não sendo, dessa forma, hereditárias.
Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, indenticos entre si.
Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.
O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.
Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a Maturidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie.
Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis.
Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas.
Assim , ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.
3-A teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo
A teoria sintética considera, conforme Darwin já havia feito, a população como unidade evolutiva. A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo.
Para melhor compreender esta definição , é importante conhecer o conceito biológico de espécie: agrupamento de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos.
Quando, nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes, significa que uma espécie pode ter populações que não cruzem naturalmente por estarem geograficamente separadas. Entretanto, colocadas artificialmente em contato, haverá cruzamento entre os indivíduos, com descendentes férteis. Por isso, são potencialmente intercruzantes.
A definição biológica de espécie só é valida para organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com reprodução assexuada, as semelhanças entre características morfológicas é que definem os agrupamentos em espécies.
Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução sexuada, pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao outro. Execeções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o patrimônio genético inicial ser o mesmo. Isso porque podem ocorrer alterações somáticas devidas á ação do meio.
A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora da variabilidade genética dessa população, podendo-se notar que esta é geralmente muito ampla.
A compeensão da variabilidade genética e fenotípica dos indivíduos de uma população é fundamental para o estudo dos fenômenos evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a transformação estatística de populações ao longo do tempo, ou ainda, alterações na freqüência dos genes dessa população. Os fatores que determinam alterações na freqüência dos genes são denominados fatores evolutivos. Cada população apresenta um conjunto gênico, que sujeito a fatores evolutivos , pode ser alterado. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes presentes nessa população. Assim , quanto maior é a variabilidade genética.Os fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser reunidos duas categorias
Fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da população: mutação gênica, mutação cromossônica , recombinação;
Fatores que atuam sobre a variabilidade genética jás estabelecida : seleção natural, migração e oscilação genética. http://www.algosobre.com.br/biologia/evolucao-das-especies-e-selecao-natural.html
Por homologia entende-se semelhança entre estruturas de diferentes organismos, devida unicamente a uma mesma origem embriológica. As estruturas homólogicas podem exercer ou não a mesma função.O braço do homem, a pata do cavalo, a asa do morcego e a nadadeira da baleia são estruturas homólogicas entre si, pois todas têm a mesma origem embriológica. Nesses casos, não há similaridade funcional.Ao analisar, entretanto, a asa do morcego e a asa da ave, verifica-se que ambas têm a mesma origem embriológica e estão, ainda associadas á mesma função.A homologia entre estruturas de 2 organismos diferentes sugere que eles se originaram de um grupo ancestral comum, embora não indique um grau de proximidade comum, partem várias linhas evolutivas que originaram várias espécies diferentes, fala-se em irradiação adaptativa.
Se tais histórias forem realmente verídicas podemos entender como a civilização Azsteca, Inca e Maia adquiriu tanto conhecimento nas diversas áreas da ciência construindo calendários e mapas estelares entre outros. Com certeza a civilização egípcia contou com fatos semelhantes em seu início, vindo a perder suas lembraças possivelmente quando "homens"e não "deuses" vieram a governar posteriormente o país. Ainda mais curioso junto a isso é o fato da Esfinge Egípcia não apresentar um rosto com características humanas, o que vai de contra a outras esculturas que com grande perfeição mostravam a capacidade dos egípcios em reproduzir a face humana sem distorções. Em todas as culturas antigas nota-se uma história semelhante sobre a presença de "deuses", entre os egípcios nas lendas de Isis e Osíris, entre as lendas do Imperador amarelo da China, entre as lendas na Índia e no Tibete sobre a cidade de Shambala e os "Budas" ou "Deuses"que teriam trazido conhecimento e sabedoria para a civilização existente na época.
Importante também frisarmos é a presença de pirâmides em culturas totalmente distintas como na China, Egito e México. Todas estas, culturas que guardam consigo referências de terem sido visitadas no passado por seres extra-terrestres. Hoje, mesmo sob intenso sigilo da localização exata, já se sabe também da descoberta de pirâmides submersas no mar na região que outrora teria existido o continente perdido da Atlântida, o que vêm à comprovar ainda mais a existência de seres extra-terrestres neste planeta há milênios, pois a atlântida teria subergido segundo pesquisas da paleoclimatologia há 9.500 anos atrás aproximadamente.
Finalmente nos perguntamos: Mas de onde seriam tais seres? Segundo diversas fontes, entre elas pessoas que se dizem contatadas ou que foram abduzidas por extra-terrestres, e segundo inscrições e características encontradas nas próprias pirâmides, há a forte indicação de que alguns destes seres estejam vindo da constelação de Órion, mais especificamente de Retícula Zeta. Se observarvos inclusive a grande pirâmide do Egito, veremos que a sala onde encontrava-se sepultado o faraó, tem sua saída voltada para a constelação de Órion. As diferenças marcantes dos aspectos fisiognômicos, físicos e de cor dos diferentes povos, pode ser um indício da interferência de diferentes raças extra-terrestres em nosso meio.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Saúde mental ...uma utopia num mundo caótico!
Mens sana in corporeo sano, expressão que mostra a relação de equilíbrio, entre o corpo e a mente.- Elaborarmos listas de tarefas a realizar, estabelecendo ordem de prioridades. Na sua concepção, concentrarmo-nos em uma de cada vez.
- Tomarmos uma decisão. Como a causa mais frequente do “stress” mental e emocional reside na necessidade de tomar uma decisão, se a situação não puder ser directamente resolvida teremos de procurar, entre várias alternativas, aquela que nos parecer mais razoável. Qualquer decisão será melhor que nenhuma. Isto permitir-nos-á encarar o dia seguinte como “espírito mais claro e aberto”.
- Aprender com os nossos próprios erros, para evitar enfrentarmos situações geradoras de “stress” semelhantes às que já experimentamos. Se registarmos na agenda os factores que procedem qualquer outro período de “stress” intenso, o seu ulterior controlo, em circunstâncias idênticas, tornar-se-á mais fácil.
- Procurarmos intrerações sociais com pessoas que não sejam companheiros de trabalho, ou pessoas envolvidas com os nossos problemas pessoais.
Citam-se, como por exemplo, amigos que compartilhem interesses comuns e nos estimulem a novas descobertas, a fim de nos permitir uma visão mais positiva da vida.
- Melhorarmos as nossa relações e comunicações com superiores e colaboradores.
- Tentarmos escutar as outras pessoas, sem interromper. O “stress” é frequentemente denominado como “mal das velocidades”; há que tentar preencher cada momento da vidad de maneira a antecipar as palavras dos outros e, na verdade, a interrupção nem sempre é “feliz”.
- Desenvolvemos capacidade de rir de nós própios e mantermos sempre espírito de humor ajuda a diminuir de maneira eficaz, o “stress”.
- Fazemos férias em locais onde se possa descansar e planeá-las de modo a que sejam realmente agradáveis.
- Arranjarmos diversões que requeiram concentração.
- Praticar desporto. É muito bom, evitando os que sejam competitivos. Ajuda a orientar as atitudes mentais e a restabelecer o equilíbrio psicológico.
- Temos consciência das coisas que nos rodeiam. Isto permitir-nos-á apreciar melhor o ambiente. Se, por exemplo, saborearmos a refeição, esta será melhor aproveitada. Há que aprender a saborear, a passear, a descobrir os sentidos inibidos pelo “stress”.
- Procurarmos encontrar o nosso próprio nível de “stress”. Isto é, a velocidade a que podemos” correr” para atingirmos o nosso objectivo.
Tanto a nível de “stress” como o objectivo são pessoais, e não impostos pela sociedade. É necessário esatrmos seguros desta afirmação, pois só nós próprios podemos saber o que queremos e não o que nos é imposto pela sociedade.
- sermos egoístas altruístas, sem tentarmos suprimir ou esconder o instinto natural dos animais e do Homem, de primeiro cuidarem de si próprios. Embora desejemos ser úteis e fazer bem aos outros, só assim conseguiremos merecer dos nossos semelhantes, respeito e afecto
domingo, 1 de março de 2009
Certo ou errado uma questão de ponto de vista!
O ser humano tem opções ou decisões a tomar que envolvem sempre o binômio certo-errado, porém nem sempre consegue discernir o que é certo ou o que é errado, existem situações em que a pessoa percebe-se como agindo certo, mas que todos dizem que está errado, só que os argumentos utilazados por todos não são convincentes para fazer com que se aperceba de que não está certo. Nisso um questionamento surge: Se todos dizem que você está errado, mas você se acha certo, será que é possível você ser o único certo nessa situação? existem parâmetros que possam clarificar quem estará certo ou errado ou será apenas porque a maioria vence? e se a maioria diz que você está errado então é porque está errado?Diz a lenda que, quando foi julgado por heresia, em 1633, e forçado a abjurar a sua crença de que a Terra se movia à volta do Sol, Galileu teria murmurado: "Eppur si muove" ("No entanto move-se").
Morreu em 8 de Janeiro de 1642 em Arcetri, completamente cego.
Em 1992 o Papa João Paulo II deu por encerrado o caso Galileu, reconhecendo que alguns elementos da Igreja haviam cometido erros neste processo.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Arte é a expressão do amor no cotidiano da vida
A arte não tem valor, o preço que se paga é a penas o ressarssir das despesas realizadas para que nova arte possa ser criada.Do latim "ars, artis", termo que, no seu sentido etimológico, tinha uma acepção muito mais ampla do que aquela em que é hoje empregado. Falava-se em arte a respeito de qualquer atividade na qual se dava valor também ao modo pelo qual ela se explicitava. Desse sentido amplo participavam expressões e termos como: a arte de bem viver, ar artes mecânicas, a poesia, a pintura etc. Depois de uma longa elaboração milenar, hoje o conceito de arte se torna menos impreciso , referindo-se mais explicitamente a uma atividade espiritual criadora de beleza, não subordinada a modelos, resultante de uma visão intuitiva e não de um conhecimento racional e tendente a exprimir o espírito na forma sensível. A atividade espiritual que especificava a arte se caracteriza por uma exigência de perfeição que constitui a síntese de três exigências distintas: unidade, integridade e harmonia. Numa obra perfeita, não se pode tirar, nem acrescentar, nem modificar nada sem romper um equilíbrio, sem destruir uma unidade interior e uma proporcionalidade que despertam, em quem aprecia a obra de arte, o prazer estético. Trata-se de um prazer de ordem espiritual, determinado precisamente pela vivência do contato do espírito com a beleza. A verdadeira arte tem um caráter eminentemente desinteressado, enquanto é por essência uma busca espontânea e original do belo em si. Isso não significa que o artista não possa procurar viver a sua arte, vendendo, por exemplo, sua produção artística ou trabalhando mediante remuneração, para realizar a encomenda de um cliente. O que o caráter desinteressado da arte exige, porém, é que o artista não consinta nunca em aviltar para fins puramente mercantis. Isso supõe, não raro, um verdadeiro heroísmo de fidelidade à própria vocação artística. Por esse motivo, muitos artistas geniais viveram na miséria, como antecipadores do seu tempo, não foram compreendidos por uma sociedade que mal lhes pagava o necessário para sobreviver, mas que anos depois, revendia suas obras por preços milhões de vezes mais altos. A verdadeira arte tem, a seguir, um caráter de universalidade; ela atinge valores universais e permanentes, porque atinge a verdadeira essência do humano.
NATURALISMO, que parte da representação do mundo visível.
ABSTRACIONISMO, que não nos remete a objetos ou figuras conhecidas, preferindo as linhas, cores e planos.
Uma prova das oscilações dessas tendências pode ser dada pelo fato, por exemplo, de a arte abstrata estar presente tanto nas manifestações vanguardistas do Século 20, quanto entre as produções de homens primitivos.
A arte pode se utilizar de vários meios para sua manifestação. Nas artes visuais os mais conhecidos são a pintura, a escultura, o desenho, as artes gráficas (gravura, tipografia e demais técnicas de impressão, inclusive a fotografia) e a arquitetura.
Fonte: Enciclopédia Digital Master .http://www.pitoresco.com.br/art_data/arte/
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Amor ...uma sensação sublime, porém frágil!
Que sublime sensação que é ditada pelo amor. Que gostoso acordar ouvindo o chilrear dos passarinhos como se a primavera estivesse chegando, mesmo que na realidade o inverno ainda nos fustigue com seus dias gélidos e sombrios.terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Linguagem... a complexidade por trás das palavras!
A linguagem escrita é muito complexa, porém de uma beleza fascinante se bem elaborada ou melhor se a gramática for aplicada adequada e corretamente, embora, muitas vezes possa sair do padrão e ainda bem, porque é o que marca a diferença entre os escritores, tornando-os únicos e célebres. Diferente da linguagem oral onde as palavras são levadas pelo vento e muitas vezes por um lado, os lábios transmitem o contrário daquilo que ocorre no pensamento ou o que o coração sente no momento, por outro lado, em dadas circunstâncias, as palavras saiem com mais velocidade do que gostaríamos ou tivéssemos tempo de refletir e uma vez ditas, as palavras não podem ser apagadas, como podemos fazer, se errarmos, quando estamos escrevendo.1- Figuras de Palavras (semântica)
As principais figuras de Palavras são:
*Antífrase (pensamento) =>consiste em se utilizarem termos contrários para expressar a idéia que desejamos. Por exemplo: Chegou cedo, seu fulano! — para alguém que chegou atrasado. Bonito, hein! — para alguém que cometeu um ato questionável ou disparatado. Coisinha linda! — para referir-se a algo ou alguém muito feio.
*Antítese (pensamento) =>consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido. Aproximação de palavras com significados opostos. Duas ideias antagónicas são aproximadas. “Os jardins têm vida e morte.” Tanto de meu estado me acho incerto, Que em vivo ardor tremendo estou de frio; Sem causa, juntamente choro e rio; O mundo todo abarco e nada aperto. Camões (uma série de três antíteses: ardor/frio;choro/rio; mundo todo/nada) *Antonomásia ou perífrase (pensamento)=> consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade, É a figura que consiste em exprimir por várias palavras aquilo que se diria em poucas ou em uma palavra. Torna-se, portanto, uma referência indireta. O país do futebol acredita em seus filhos." (a expressão país do futebol expressa o termo Brasil) astro rei (Sol) última flor do Lácio (língua portuguesa) Cidade-Luz (Paris) Rainha da Borborema (Campina Grande) Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro).: “...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)
*Comparação por símile =>É a comparação entre dois elementos de universos diferentes.Ex: Meu pai é bravo como um leão; Aquela mulher tem a voz suave como a de um pássaro.
*Comparação simples=> É a comparação entre dois elementos de um mesmo universo. EX: Esse carro é tão veloz como aquele avião
*Disfemismo (pensamento) => uso de palavras ou expressões de carácter rude, repugnante, desagradável, agressivo ou horrível. O disfemismo, contrariamente ao eufemismo que suaviza e atenua o que é considerado obsceno ou de mau gosto, visa ferir determinados tabus de ordem religiosa, moral e social. Morrer: "comer capim pela raiz", "vestir o paletó de madeira", "ir para a terra dos pés-juntos", "bater as botas"; Urinar: "tirar água do joelho", "mudar a água às azeitonas", etc.
*Eufemismo (pensamento)=> Figura de retórica que procede à substituição de uma expressão rude ou desagradável por uma outra que amenize o discurso, embora sem alterar o sentido, em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável. Ex: "ir para outro mundo" ou “Tirar Inês ao mundo determina” (Camões, Os Lusíadas, III, 123) em vez de "morrer; Crepúsculo da vida (morte) Você faltou com a verdade. (Em lugar de mentiu); Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)
*Gradação(pensamento) =>Consiste em dispor um conjunto de ideias por ordem crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax). EX: “Um coração chagado de desejos. Latejando, batendo, restrugindo.”; "[O Amor] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." Paulo de Tarso na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 13, versículo 7); “Toma Inácio o livro nas mãos, lê-o, a princípio com dissabor, pouco depois sem fastio, ultimamente com gosto e dali por diante com fome, com cuidado, com desengano, com devoção, com lágrimas (...)”. (P. António Vieira) *Hipérbole (pensamento) =>trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática; Consiste numa expressão exagerada da realidade. Ex: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac); Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)
*Hipálage =>Consiste em atribuir uma característica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relaciona. Ex: Ex: (...) e a Mãe Vilaça, abriu-lhe uns grandes braços amigos cheia de exclamações.(Eça de Queirós); ou atribuição, a um nome, de uma qualidade que logicamente pertence a outro nome da mesma frase. Ex.: "Fumando um pensativo cigarro", ou "Todos os dias de jejum come um peixe austero". (Eça de Queirós)
*Ironia (Pensamento)=> apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico. è a afirmação de algo diferente do que se deseja comunicar, geralmente o contrário, na qual o emissor deixa transparecer a contrariedade por meio do contexto do discurso, ou através da alguma diferenciação editorial, ou entoativa ou gestual“A ironia é uma forma elegante de ser mau.” (Berilo Neves).Ex:“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”; Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor! (Mário de Andrade)
*Metáfora=> consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido; Associação de semelhança implícita entre dois elementos. De facto, e tendo como base o significado etimológico do termo, o processo levado a cabo para a formação da metáfora implica necessariamente um desvio do sentido literal da palavra para o seu sentido livre. Ex:“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”; Aquela mulher é uma baleia”.
*Metalepse =>Figura de estilo que toma o antecedente pelo consequente, e vice-versa, ou seja, quando queremos dar a entender uma coisa por outra que a precede no discurso. Ex: "o suor do teu rosto" no lugar de "teu esforço"; "em sinal de respeito a teus cabelos brancos" em lugar de: "tua idade" ou "tua velhice".
*Metonímia ou Sinédoque =>como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Ex: “Não tinha teto em que se abrigasse”. (teto em lugar de casa); Consiste em atribuir a uma coisa o nome de outra com base numa relação de contiguidade. O autor pela obra (“comprou um Van Gogh por um milhão de dólares).O continente pelo conteúdo (“bebeu um copo”); O local de fabrico pelo produto (bebemos um porto); O material de que é feito pelo objecto (“gosta de cristais”). O efeito pela causa (“respeitem os meus cabelos brancos”); O físico pelo moral (“ele é uma boa cabeça”); O sinal pelo significado (a cruz e a espada engrandeceram Portugal).
*Onomatopeia =>Significa imitar um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopéias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopéias, em geral, são de entendimento universal. Ex.: triiim, chuá, bué, pingue-pongue, miau, tique-taque, zunzum
*Paradoxo(pensamento)=> exposição contraditória de ideias. As expressões assim formuladas tornam-se proposições falsas, à luz do senso comum, mas que podem encerrar verdades do ponto de vista psicológico/poético. na língua portuguesa, o paradoxo mais citado talvez seja o célebre soneto de Luís de Camões:"Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder;É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
*Prosopopéia ou Personificação =>(pensamento)Consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações, predicativos de seres humanos (animados) a seres inanimados ou irracionais. Ex: “O jardim olhava as crianças sem dizer nada”; “O Morro dos Ventos Uivantes...” (Os ventos não uivam) O morte mostrou sua face mais sinistra O pão olhava para ele como se lhe dissesse, coma-me.
*Sinestesia =>trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentesórgãos do sentido. Ex: “A luz crua da madrugada invadia meu quarto”; Consiste numa associação de sensações diferentes na mesma expressão. Ex: “É noite: e, sob o azul morno e calado, Concebem os jasmins e os corações. (Gomes Leal)
2- Figura de Construção/sintaxe
As Principais figuras de Construção são:
*Aliteração (som) => consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais, de forma a obter um efeito expressivo. Ex:“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”; “Em horas inda louras, lindas Clorindas e Belindas,brandas Brincam nos tempos das Berlindas As vindas vendo das varandas”. (Fernando Pessoa)
*Anacoluto =>consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa; “O avião, não te disse, está atrasado.”
*Anadiplose =>É a repetição de termos no início de cada verso ou frases "Palavras não são más Palavras não são quentes Palavras são iguais Sendo diferentes" (Palavras - Titãs)
*Anáfora =>consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases consecutivas. É comuníssima nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia. Ex: “ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer” (Camões)
*Analepse (oposto de prolepse)=> é a interrupção de uma sequência cronológica narrativa pela interpolação de eventos ocorridos anteriormente. É, portanto, uma forma de anacronia ou seja, uma mudança de plano temporal. Ex: “Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disso.” Graciliano Ramos, Vidas Secas
*Assíndeto=> omissão de conjunções, normalmente coordenativas. Reforça o processo de encadeamento, pondo em evidência os seus elementos. Ex:”(...) por toda a câmara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro (...)”(Eça de Queirós)
*Assonância (som) =>consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos, em situação de sílaba tónica. Ex: “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral.”; Sou Ana, da cama da cana, fulana, bacana. Sou Ana de Amsterdam."(Chico Buarque)
*Diácope =>Repetição seguida de uma mesma palavra, podendo, de acordo com alguns teóricos, haver vocábulos entre elas. "Tu só tu, puro amor..." (Lus,3,119)
*Elipse =>É a omissão intencional de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase. Essa omissão torna o texto conciso e elegante. Ex: “No mar, tanta tormenta e tanto dano." (Camões); “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)
*Epístrofe =>Repetição da mesma palavra ou expressões no final de cada oração ou verso. Ex: A vida era incerta. A emoção incerta. A culpa incerta. A morte certa. *Epizêuxis é uma figura de linguagem na qual a mesma palavra é repetida duas ou mais vezes seguidas sem outra de permeio. Ex: "Marília, Marília, és a estrela da manhã."; "Amigo, amigo, por favor não vá embora." *Inversão ou Hipérbato É a inversão da ordem natural e direta dos termos da oração. Ex: Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube.(Ordem direta: O casal de apaixonados dança no clube à noite.)
*Paranomásia (som)=> consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos. Ex: “Eu que passo, penso e peço.”; Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre António Vieira); "Exportar é o que importa"' (Delfim Netto); "Com os preços praticados em planos de saúde, uma simples fatura em decorrência de uma fratura pode acabar com a nossa fartura" (Max Nunes)
*Pleonasmo =>consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. tem por objectivo reforçar uma ideia, repetindo-a, causando um efeito de eco semântico O pleonasmo torna-se, portanto, uma redundância (emprego de uma ou várias palavras que repetem uma ideia já contida em vocábulos anteriores). Ex: “E rir meu riso e derramar meu pranto.”;‘a tristeza mais triste’; ‘subir para cima’ Ele tem uma bela caligrafia."Cali", um radical grego, quer dizer "belo", "bonito". Assim, "caligrafia" significa "grafia bonita", o que torna a expressão "caligrafia bonita" um pleonasmo. Como, no entanto, praticamente se perdeu a noção de que caligrafia já tem a palavra "belo", escrever "bela caligrafia" não constitui um deslize e é aceito pelo padrão culto. *Polissíndeto consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. É o emprego repetido e intencional de conjunções coordenativas que ligam uma série de palavras, sintagmas ou frases coordenadas. Ex: “(...) a violenta cólera de uma serra (...) que (...) só lhe oferecera doçura e sombra, e suaves céus, e quietas ramagens, e murmúrios discretos de ribeirinhos mansos (...)”Eça de Queiros
*Prolepse (oposto de analepse) =>consiste na antecipação gramatical de palavras pertencentes a um sintagma posterior da frase, de forma a realçá-lo. Ex: “E estas calças, veja em que estado deixou estas calças…” (José Saramago)
*Silepse=> consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser: De género (Vossa Excelência está preocupado); De número (Os lusíadas glorificou nossa literatura), De pessoa (“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”)
*Zeugma =>omissão de um ou mais elementos de uma oração, já expressos anteriormente. A zeugma é uma forma de elipse. Ex: Ele gosta de lasanha; eu, de chocolate."
Quando o desvio se dá pelo não-conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.
*barbarismo =>consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta. Ex: Pesquiza (em vez de pesquisa); prototipo (em vez de protótipo) *solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática. Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz; desvio na sintaxe de concordância)
* Ambigüidade ou anfibologia => trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido. Ex: “O guarda deteve o suspeito em sua casa”. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)
*Cacófono: consiste no mau som produzido pela junção de palavras. Ex: Paguei cinco mil reais por cada; Uma mão lava a outra
*Neologismo => é a criação desnecessária de palavras novas. Segundo Mário Prata, se adolescente é aquele que está entre a infância e a idade adulta, envelhescente é aquele que está entre a idade adulta e a velhice.
*Arcaísmo => consiste na utilização de palavras que já caíram em desuso. Ex: “Vossa Mercê me permite falar? “ (em vez de você)
*Eco => trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som. O menino repetente mente alegremente.
A linguagem é muito mais complexa do que aquilo que se supõe ou imagina-se, porque é necessário uma interação de várias estruturas e elementos natos e adquiridos para que ela ocorra.
http://br.geocities.com/mitologica_2000/lin-simples.htm
http://www.brasilescola.com/portugues/figuras-linguagem.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prolepse
http://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-textos-narrativos/
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/cerebro_e_a_linguagem.htm