Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

Sua visita me deixou  muito feliz...

Amor & Emoção x Razão


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sonho e sonhos...





Sonho ou sonhos... hoje surgiu o questionamento sobre sonhos e o sonhar de olhos abertos, talvez porque nas férias surgiu a ideia para um projeto, "Kit dos signos" a ser realizado a curto/médio prazo, exigirá pesquisa acentuada, muito trabalho, a maior dificuldade será a confecção, porque implica habilidade manual, mãos de artista ou artesão que não existe, portanto será um aprender da teoria, para depois aplicar, daí a pergunta porque só agora surge essa vontade de aprender a fazer trabalhos de artesanato, quando mais jovem fez o "sacrifício" de ir aprender a fazer cabides forrados, chapéu de ráfia, bonecos de pano, "sacrifício "porque entre ler um livro ou fazer croché, sempre a escolha recaía no primeiro, mas na altura que estava aprendendo e ver o resultado final até deu um certo gosto e prazer, mas não foi levado adiante, pois havia um sonho a ser realizado, sonho esse que demorou muitos anos para se realizar, como foi difícil e demorado a sua realização impediu outros sonhos de serem sonhados, inclusive o sonhar a continuação do sonho, tipo querer chegar ao topo de uma montanha, depois de muito tempo, trabalho, quedas pelo caminho, consegue-se e depois que se atingiu a montanha o que se segue? daí pensar depois de muito tempo valeu a pena sonhar só um sonho? pegando no exemplo da montanha, ao começar a subir a montanha só se tem à frente o cume, não enxergamos mais nada a volta, não apreciamos as belezas das flores, plantas e animais, não vemos a miríade de cores e contraste das mesmas, as pedras que acabam por formar esculturas, e muitas outras oportunidades de usarmos nossos sentidos, de desenvolvermos habilidades e ampliarmos nossa própria performance. Quando atingimos o cume percebemos que na escalada até ali nada produzimos, pouco desenvolvemos, pouco aproveitamos e por vezes nos decepcionamos porque não era o que sonhamos, ficamos com o gosto de um vitória sem sabor, por termos talvez desperdiçado a nossa existência em função de sonhar apenas um sonho, que talvez não fosse a nossa real vocação. 
Esta constatação origina uma pergunta, vale a pena correr atrás de um sonho? sim vale a pena, os sonhos iluminam à vida, porém não devemos sonhar um único sonho, ou melhor não devemos fazer de um sonho o único objetivo da vida, devemos sonhar pelo menos 3 sonhos: um sonho profissional, um sonho pessoal, um sonho espiritual, mesmo assim não devemos estar focado só na realização desses sonhos, devemos estar atentos as oportunidades que a vida a todo instante nos apresenta, assim como devemos procurar descobrir os dons que Deus nos deu e desenvolvê-los, talvez por isso que nos últimos tempos tenha tentado fazer coisas que nunca fizera ou achasse que não tinha "jeito" para fazer, é claro que nem sempre dará certo, mas o importante é experimentar, propormos a nós mesmo desafios para resolver, mas sem fazer o nível do stress ultrapassar o nível de moderado, ou fazer cobranças de nós mesmo. 
As experiências novas ficaram muito facilitadas, tudo que pensarmos realizar, se não tivermos noção de como fazer, basta "navegarmos" pela Internet e logo encontramos e acabamos por descobrir que afinal existem muitas coisas que nos agradam e dão prazer em realizar que desconhecíamos, com o caso do "kit dos signos", este projeto que está ocupando parte do tempo, para realizá-lo ainda há muito chão  para trilhar




domingo, 15 de setembro de 2013

NÃO ESTÁS DEPRIMIDO, ESTÁS DISTRAÍDO-Facundo Cabral

NÃO ESTÁS DEPRIMIDO, ESTÁS DISTRAÍDO
 
 
(Uma reflexão extraordinária escrita por Facundo Cabral, um cantor Argentino, nascido em 22 de maio de 1937 na cidade de Balcarce, província de Buenos Aires, Argentina. Cabral teve uma infância dura e desprotegida, tornando-se um marginal, a ponto de ser internado em um reformatório. Em pouco tempo conseguiu escapar e, segundo conta, encontrou Deus nas palavras de Simeão, um velho vagabundo. Influenciado, no lado espiritual, por Jesus, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá, na literatura por Borges e Walt Whitman, sua vida toma um rumo espiritual de observação constante em tudo o que acontece em seu redor, não se conformando com o que vê. Em reconhecimento do seu constante apelo à paz e amor, em 1996, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) o declarou "Mensageiro Mundial da Paz").
"Não estás deprimido, estás distraído … Distraído em relação à vida que te preenche,.. Distraído em relação à vida que te rodeia - Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só.
Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me… O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta. 
Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído. Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma.
Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas… alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma.
Aquele que morre, apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte... Apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.

Faz apenas o que amas e serás feliz.Aquele que faz o que ama está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor. Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida, a mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos. Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros…
As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.

E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas: se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)...

Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... Portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado. Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez. Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.

Dá sem medida, e receberás sem medida. Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda, converte-te no próprio Amor. E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.

O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso. Uma bomba faz mais barulho que uma carícia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. Vale a pena, não é mesmo?

Se Deus possuísse uma geladeira, teria a tua foto pregada nela. Se ele possuísse uma carteira, tua foto estaria nela. Ele te envia flores a cada primavera. Ele te envia um amanhecer a cada manhã. Cada vez que desejas falar, Ele te escuta. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o teu coração. Encara, amigo, Ele está louco por ti!
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho".

“Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir”

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Traçar planos a longo prazo é esquecer que o próprio futuro é incerto





O Homem desde cedo planeja o seu futuro, delineia planos para realizar a curto, médio e  longos prazos, sem pensar que o amanhã é incerto e pode não chegar.
Nunca havia parado para refletir mais a fundo, nas minhas próprias palavras que talvez não seja de minha autoria e sim fruto da leitura de outros autores que também leram de outros autores e transmitiram ou até quem sabe serem os próprios autores: "não devemos contar  só com o amanhã, que o amanhã poderá não surgir", justamente ao fazer planos para o amanhã, na altura estava relacionado  com plano a dois, num relacionamento virtual (poderia não ter acesso a Internet, poderia haver desconfiguração dos programas, um vírus poderia danificar o computador, ou qualquer falha informática, etc...), mas hoje olhando para um projeto realizado, por um lado não pensando que o amanhã pudesse não chegar, mas ao mesmo tempo com muita antecedência, para o caso de surgirem imprevistos, por outro lado,constatando que foi realizado, mas que foi por um triz, esteve bem próximo de ter sido em  vão tudo que fora planeado e executado. De concreto a reflexão volta-se para a celebração dos 80 anos de vida do pai, desde o ano passado pensando que  deveria proporcionar uma comemoração diferente, foram muitos anos de sacrifício, luta, trabalhos árduos, anos a fio sem férias, total empenho que ganhou mais força com o comentário da nora, "temos que fazer uma festa de arromba, são 80 anos", as ideias começaram a surgir: Almoço surpresa com os filhos, irmãos e respectivas famílias, no restaurante na localidade onde nasceu; 1 livro, a sua biografia; 9 fotos que marcaram o seu passado transformadas em quebra-cabeças e 2 réplicas em miniaturas formando um jogo da memória, incentivo a ginástica/exercício mental uma forma de prevenir ou retardar o envelhecimento cerebral; vinho com rótulo personalizado. Foram meses de preparação, contatos realizados com antecedência para depois ser confirmado quando chegar a altura; o livro foi concluído e editado, 2 meses antes do dia do aniversário, assim como os vinhos encomendados vieram mais cedo para conseguir colocar os rótulos nas garrafas de vinho, atempadamente,                                                                                         sem que visse, para ser surpresa, que foram encomendadas do mesmo vinho que lhe fora dado como presente de Natal justamente para que apreciasse e dissesse se gostou ou não, caso contrário, procuraria outro vinho que fosse mais do agrado, já que seriam 80 garrafas simbolizando 1 garrafa por cada ano, a adega onde foi encomendado aceitou enviar sem rótulo, portanto foram 80 rótulos, 80 contra rótulos , mas apesar de ser a primeira vez que fazia esse tipo de trabalho, foi realizado muito mais rápido do que supunha ou pensava, assim foi entregue antes porque a Páscoa se aproximava e era para beber junto com os filhos e noras evitando que o fosse comprar, como tinha a intenção de fazer. Os quebra-cabeças e jogo de memória também ficaram prontos com a mesma antecedência, porém estes foram entregues antes, numa ocasião propícia, para não ser muita coisa junto o que acabaria perdendo o impacto de cada presente, porém acabou perdendo o impacto da mesma forma, no dia em que foi entregue começou a ficar doente, que foi piorando dia após dia, quando chegou Páscoa nem o vinho provou (já havia tomado junto com o filho, dias antes às refeições, até chegou-se a pensar que o vinho pudesse ter algum componente que causasse essa situação, visto que gostava da "pinga", como chamava o vinho, agora recusava e quando voltou a aceitar vinho, nunca mais bebeu dele), dada a situação, repensou-se o almoço do aniversário, falou-se com os filhos e concordaram que era melhor ser num restaurante próximo da residência, pondo de parte a ideia inicial de ser surpresa quer para ele, quer para a família, não mais na terra onde nascera, que ficava um pouco distante. O estado de saúde agravou, houve 2 episódios de urgência, o 2º, onde por efeito do tratamento agressivo, fruto de um diagnóstico apressado, teve uma hipoglicemia (baixo níveis de açúcar no sangue) acentuada, que o fez "patinar" culminando com internamento de 5 dias, saiu do hospital super debilitado. Foram dias de pesadelo quer para ele, quer para os filhos que o viram nesse estado, nunca o tinham visto tão frágil. Muito lentamente foi se recuperando, ao ponto de no dia do aniversário conseguir ir almoçar no restaurante, num bairro vizinho ao bairro de sua residência, com os filhos, noras, netas, dois irmãos e 2 cunhadas.
Esse episódio ensinou e reforçou que:
1- Passamos parte da vida olhamos para a frente, traçamos metas para realizar a longo prazo como se o inevitável nunca fosse acontecer, como se sempre houvesse um amanhã, mas chega a uma altura da vida em que passamos a ter mais presente a incerteza do amanhã, olhamos para trás e vemos o quanto corajosos e destemido fomos ao sonharmos e planejarmos o futuro, com a certeza de que ele viria, desprezando ou ignorando o risco dele não vir, como os noivos que programam o seu casamento com meses de antecedência, sem pestanejar, nem levantar a hipótese de acontecer algum revés na vida, tipo desemprego, doença, ou até mesmo o inevitável crepúsculo da vida.
2- Se pensarmos na incerteza do amanhã ficamos angustiados, sem ânimo, sem motivação, com baixa de energia, acabamos por bloquear a nossa criatividade, ficamos estagnados, nada fazemos, nada construímos ou planejamos, vemos a vida passar por nós, portanto temos que contrariar esse circuito , mas como? Agindo como se ainda fôssemos, crianças ou adolescentes, sonhando, planejando o que faremos no futuro, igual ao que fizemos quando escolhemos uma carreira, nos preparamos, prestamos vestibular, ingressamos na faculdade que nos formará na carreira que pretendemos, percorremos o caminho profissional, entramos no mercado de trabalho, paralelamente, desenvolvemos o projeto de construir uma família, planejamos o casamento, o nascimento  dos filhos, contudo sem a impulsividade que caracteriza os jovens e sim com a maturidade, responsabilidade, objetividade, senso crítico que adquirimos com o passar dos anos, fruto das experiências adquiridas e acumuladas na nossa jornada pela vida.
3- Contra o inevitável nada podemos, mas isso não significa que  vamos sentar,  cruzar os braços sem nada. fazer, há que sonhar, fazer planos, traçar metas e dar os passos necessários para a sua concretização, embora procurando  estar preparados se o inevitável surgir e  derrubar nosso projeto como se fosse uma onda do mar desfazendo o castelo de areia.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Amor Eros é intrigante




Escrever é um prazer, mas também uma necessidade, a de libertação do que se passa no interior, principalmente as reflexões, os questionamentos a cerca das curvas e dos altos e baixos encontrados na estrada da vida. Mas nem sempre existem condições favoráveis à escrita, às vezes nem para escrever um mail, neste ponto surge a constatação que reforça o que antes já fora percebido: Tudo acontece no momento certo se for para acontecer, sabemos que é o momento certo quando tudo se encaixa na perfeição como se estivéssemos conectados ao relógio do tempo do Universo , ou como se fizéssemos parte da Orquestra Sinfônica Universal, cujas notas musicais vão se encadeando harmonicamente. É impressionante quando estamos vivendo o momento certo, aquele em que o Universo aprova, as condições de acontecer tornam-se propícias, favoráveis. Pensamento puxa pensamento, surge uma intrigante reflexão, como não poderia deixar de ser,  sobre o Amor, em especial o Amor Eros,  no momento certo de acontecer, surge com uma força tão grande, intensa, profunda, que transforma a nossa vida , nos eleva, entramos num mundo mágico, onde existe uma sintonia profunda, quando acontece de estarmos separados fisicamente, cada um na sua rotina diária, continuamos unidos espiritualmente, ligados através do coração e do pensamento, inclusive parece  até que dialogamos um com o outro, perguntamos e obtemos a resposta, um diálogo silencioso, ninguém que está a volta ouve, mas dentro de nós as palavras soam altas e com bom som, nos sentimos amados, estimulados, acompanhados, mesmo que fisicamente separados, é um momento tão forte, intenso e profundo que pensamos que será eterno, mas esse momento mágico não é para sempre, e também não tem como o ser, a estrada da vida não é reta é cheia de curvas, de altos e baixos, há outros momentos mais para serem vividos, metas a alcançar, planos e projetos a executar, preocupações variadas, outras emoções, umas boas e positivas, outras negativas, momentos de sucesso, de fracasso, de ânimo outros de desânimo, de novos conhecimentos.
Não deixa de ser estranho ou intrigante, num momento pensamos quase que 24 horas por dia,  tudo criamos, fazemos pensando no outro ou para o outro,  se um dia festivo se aproxima planejamos uma surpresa pensando nos mínimos detalhes para que faça feliz o outro,se há alguma distância os mails trocados são  intensos inicialmente chegam a ser mais do que 1 por dia, entretanto o momento mágico lentamente vai se diluindo,  os pensamentos   passam a ser variados,  os mails vão escasseando, a sintonia vai ficando tênue, tudo parece não mais se encaixar, até um simples presente que foi pensado, encomendado, no dia não é entregue porque faltou no estoque, as condições mudam, imprevistos acontece e a data importante passa e não conseguimos entregar o carinho materializado que idealizamos para ver o sorriso, iluminado pela emoção do carinho, no rosto daquele que amamos e assim recomeçamos a caminhar na estrada, as curvas inesperadas nos fazem derrapar, passamos a viver momentos difíceis, cheio de preocupações,  tensos, nossas convicções são abaladas, nossas certezas transformam-se em incertezas, nem nos apercebemos que aquela misteriosa e maravilhosa sintonia, de sinfonia universal, o momento mágico do Amor Eros, vai  se distanciando, até ficar confinado, eternamente, num cantinho do coração  Deixou de existir o momento mágico, o que não significa que o Amor sentido ou vivido outrora, tenha chegado ao fim, apenas voltamos a realidade, como se tivéssemos  despertado de um sonho maravilhoso, a única diferença é que a qualquer momento, sem estarmos dormindo ele poderá surgir naturalmente, espontaneamente ou podemos fazê-lo surgir de novo. 

sábado, 29 de junho de 2013

Reflexo D'Alma:...Autor e Leitor Unidos Para Ajudar Quem Precisa

Ajudar quem precisa é sempre gratificante, por isso "abracei" essa idéia, a autora do livro:

Decidiu fazer com que os livros que recebera, aquando de sua publicação (em 2011), pudessem ajudar quem precisa.  
Você pode estar se perguntando, "porque a Barbara Aslan, autora do livro, não pega nos livros e faz a doação diretamente?"
-A Barbara responderia:"Querido leitor, se doasse os livros a uma instituição de caridade/solidariedade ou  uma associação beneficente, esta teria que vendê-los para receber o dinheiro, teria trabalho, mas sem garantia de conseguir alguma resultado, o que provavelmente não seria recebido como uma dádiva e sim como um "presente de grego" (É o presente indesejável, isto é que tem o poder de tirar a alegria do que está em festa). Por outro lado, é uma espécie de parceria solidária, você compra um livro, na realidade é como se você estivesse comprando pela metade do valor e pegasse na outra metade do valor e entregasse numa instituição que apoia quem precisa, porém, sem ter nenhum trabalho a mais".
Você ainda pode estar se perguntando, "quem me garante que a instituição receberá o valor que lhe seria destinado"?
-A Barbara responderia:"Querido leitor, você é quem escolhe para que instituição irá o valor, ou opta por deixar a meu critério dentre a opção que assinalar, quando for entregue à instituição, você receberá a comunicação da entrega do valor à instituição e se quiser poderá confirmar junto à mesma". 
Talvez você ainda tenha uma pergunta mais, "isso tudo será que não é apenas uma forma de divulgação para vender mais livros?
- A Bárbara responderia" eu lhe garanto que não, escrever para mim é uma forma de "eternizar" os momentos, os pensamentos, as emoções e não  um comércio, meio de sobrevivência ou uma forma   de obter lucro, porque Graças a Deus, tenho um emprego de onde retiro a minha sobrevivência".

Se você ficou esclarecido e estiver interessado vá até http://reflexodeespirito.blogspot.com.

domingo, 19 de maio de 2013

Vencer a fera que existe dentro de nós...uma missão quase impossível!




Hoje Dia de Pentecostes (50 dias depois do domingo de Páscoa, o dia de Pentecostes ocorre no sétimo dia depois do dia da Ascensão de Jesus. Isto porque ele ficou quarenta dias após a ressurreição dando os últimos ensinamentos a seus discípulos, somando aos três dias em que ficou na sepultura somam quarenta e três dias, para os cinquenta dias que se completam da Páscoa até o último dia da grande festa de Pentecostes, sobram sete dias; e foram estes os dias em que os discípulos permaneceram no cenáculo até a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Depoimento de um lavrador já octogenário da ilha Terceira, Açores, chamado Gregório Machado Barcelos, recolhido em 1996 por José Orlando Bretão: "É bom que o senhor me pergunte, porque acho que na cidade falam, falam e acertam pouco. Sem ofensa, até acho que não sabem nada, de nada. Mas eu digo como é que meu pai dizia e o pai dele lembrava muitas vezes como era. Eu digo que os dons do Espírito Santo são sete e são sete porque é assim mesmo, é um número que vem dos antigos, como as sete partidas do Mundo ou os sete dias da semana e não vale a pena estar a aprofundar muito porque não se chega a lado nenhum e só complica. E o primeiro dom do Espírito Santo é a Sabedoria – é o dom da inteligência e da luz. Quem recebe este dom fica homem de sabença. Os apóstolos estavam muito atoleimados e cheios de cagança e veio o Divino que botou o lume nas cabeças deles e eles ficaram mais espertinhos. Depois vem o dom do Entendimento. Este está muito ligado ao outro, mas aqui, quer dizer mais a amizade, o entendimento, a paz entre os homens. Este é assim: o Senhor Espírito Santo não é de guerras e quem tiver pitafe dum vizinho deve de fazer logo as pazes que é para ser atendido. E o terceiro dom do Espírito Santo é o do Conselho – o Espírito Santo é que nos ilumina a indica o caminho. É a luz, o sopro ou seja, o espírito. É por isso que tem a forma de uma Pomba, porque tudo cria e é amor e carinho. O quarto dom é o da Fortaleza, que vem amparar a nossa natural fraqueza – com este dom a gente damos testemunho público, não temos medo. Quem tem o Senhor Espírito Santo consigo tem tudo e pode estar descansado. Depois vem o dom da Ciência, do trabalho e do estudo. O saber porque é que as coisas são assim e não assado. É não ser toleirão nem atorresmado como muitos que há para aí. O senhor sabe! O dom da Piedade e da humildade é o sexto dom. Quer dizer que o Senhor Espírito Santo não faz cerimónia nem tem caganças. Assim os irmãos devem ser simples e retos. E depois, por derradeiro, vem o sétimo dom que é o Temor, mas não é o temor de medo. É o temor de respeito – para cá e para lá. A gente respeita o Espírito Santo porque o Senhor Espírito Santo respeita-nos. Temor não é andar de joelhos esfolados ou pés descalços a fazer penitências tolas: é fazer, mas é bodos discretos com respeito mas alegria que o Espírito Santo não tem toleimas nem maldades escondidas. É isto que são os sete dons do Espírito Santo e o senhor se perguntar por aí ninguém vai ao contrário, fique sabendo") dia em que mais uma vez, a "fera"  que existe dentro de mim (todos temos uma "fera" dentro de nós, uns conseguem dominá-la outros por mais que tentem não conseguem, para estes, e para mim, isso é uma missão quase impossível) voltou a se pronunciar (ela se manifesta principalmente em presença de injustiça, por "ferver em pouca água" e "pavio curto") contra quem amo e admiro muito, justamente quando está atravessando  um momento muito difícil.
Se eu fosse um monge budista, ou  fosse como Jesus, São Francisco de Assis,  com toda a certeza conseguiria dominar essa fera interior, deixaria de ser "pavio curto" e "ferver em pouca água", agiria ao invés de reagir, manteria o equilíbrio, a paz de espírito e assim não magoaria ninguém, principalmente aqueles a quem amo e quem sabe estaria preparada para que os dons do Espírito Santo se manifestassem através de mim e assim a ligação/sintonia com Deus seria forte, mantida sem interrupções, sem altos e baixos, como tem acontecido, principalmente, quando não consigo dominar a fera ou porque involuntariamente a alimento dentro de mim o que faz com que perca ou não atinja a tão almejada serenidade e paz de espírito que Cristo transmitiu, refletindo a Luz Divina.

sábado, 18 de maio de 2013

As curvas da estrada da vida




A estrada da vida, inicia com a aurora  (nascimento) e finda com o crepúsculo (morte), composta de retas que parece não tem fim, mas isso é apenas uma ilusão, ela é cheia de curvas, que só as percebemos, quando derrapamos, escorregamos e por vezes caímos desamparados no chão e quando isso acontece, passamos a ter uma visão estreita da estrada.
Nessa estrada existem várias estações estações de serviço ou paragens comum a todos que  a percorrem (vida antes da vida, no útero da mãe, nascimento, lactação, infância, puberdade, adolescência, vida adulta,  3ª idade e morte), cada estação é única, sem possibilidade de retroceder à anterior, embora nem todos consigam passar por todas as estações.
A estrada pode  apresentar curvas inesperadas,  para alguns são poucas ou até nenhuma, para outros, a estrada  é extremamente sinuosa,  as curvas inesperadas surgem com maior frequência, por vezes com um ângulo próximo dos 360º,causando derrapagens, quedas que  conduzem a  mudanças drásticas do rumo, ritmo ou percepção do trecho da estrada ou da estação que se apresenta, é o que aconteceu há 2 meses, surgiu uma inesperada curva, muito acentuada, que  fez com que a rotina de antes se modificasse, até os pensamentos, os hábitos e a capacidade de sonhar  mudaram drasticamente, o que antes consumia parte do tempo, deixou de existir, até parece que nunca existiu, isto gera inquietação,  frustração, preocupação pela consequente estagnação e percepção de que houve quebra na evolução e corte ou mesmo retrocesso no desenvolvimento espiritual, profissional e pessoal, a desagradável e incômoda sensação de  falta de perspectivas e motivação para caminhar nesta estrada, associada à profunda tristeza de ter fracassado na vida. 
Talvez esteja faltando repensar à vida., levantar sacudir a poeira e recomeçar a caminhar nessa estrada,  com a atenção redobrada, desenvolvendo mecanismos internos que permitam fazer  a próxima curva, mantendo o equilíbrio, podendo tropeçar mas sem cair,  por mais inesperada ou acentuada que ela seja..