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quinta-feira, 31 de março de 2011

O virtual pode ser mais real do que o próprio real

A Internet vem promovendo a mudanças nos hábitos de vida de muitas pessoas, inclusive em termos relacionais. para alguns é uma forma de colmatar algumas falhas que não conseguiria pessoalmente, por exemplo as pessoas introvertidas, tímidas ou dominadas por complexos que as tornam inseguras em relação a si mesma e a sua aceitação pela sociedade ou pelo sexo oposto, encontram na Internet uma tábua de salvação: Contactam com as pessoas sem que precisem se mostrar como na realidade são, podem não revelar a sua aparência e com isso podem ser elas mesmas sem os complexos que carregam e daí até terem romances virtuais que lhe dão o prazer que não conseguiriam na realidade, por não conseguirem ultrapassar seus complexos e insegurança. Até aqui não há nada a temer, porém essa tábua de salvação , como tudo na vida há "as duas faces de uma mesma moeda", também pode conduzir à perdição: Neste caso as pessoas correm um grande risco, principalmente se fingem ser o que não são, porque podem acabar por perder a noção da realidade, assumirem uma identidade que não é a sua, passarem a não distinguir a realidade da fantasia, tornando-se cada vez mais inadaptadas na sociedade, alienando-se da realidade. Neste caso as pessoas têm que ter bem definido a fronteira da sua realidade-fantasia, ter presente o que faz parte do seu ser e ter, com aquilo que gostaria de ser e ou ter, saber distinguir o que é realidade daquilo que é fantasia da sua cabeça. Para isso torna-se necessário "ouvir" a razão, checar os dados.

O virtual pode ser mais real do que o próprio real, por vezes o real não passa de virtual quando se trata do prazer. Por vezes as emoções e sensações que são despertadas virtualmente assumem proporções gigantescas quando comparadas com aquelas despertadas de forma real.


Falar do mundo virtual não implica que se esteja falando necessariamente do vasto mundo da Internet, virtual é tudo aquilo que não é produzido pelos 5 sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar) embora possa posteriormente ativar os sentidos, por exemplo, quando do nada nos chega a fragância do perfume de alguém que gostamos, mas não passou ninguém por nós ou próximos de nós que pudesse estar usando a mesma fragrância, neste caso o real é a percepção do olfato por nosso cérebro, o virtual é não haver a fonte geradora do estímulo olfativo. Não é raro encontrar relatos de experiência de pessoas que se amam, mas estando separadas pela distância, que se interpõem entre elas, continuam sentindo emoções semelhantes, sensações que despertam reações físicas idênticas, porém mais profundas, daquelas que sentiram quando estavam juntas, o mais curioso disso , é que essas sensações surgem do nada, sem nenhum estímulo dos 5 sentidos, tão real, que a pessoa consegue lembrar ou descrever os principais detalhes do momento, como se realmente tivesse ocorrido na dimensão física. São experiências que escapam à razão, a única certeza é que as 2 pessoas fisicamente não se encontraram, isso é real, como também é real a reação do corpo, o resto é virtual, que poderá ou não ser real noutra dimensão, nomeadamente, na dimensão espiritual, mas isso já é outro departamento.

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