Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


sábado, 9 de maio de 2009

A Razão do Amor

Um texto (mais um a juntar a tantos outros) sobre o amor, recebido por mail (não trazia o autor), mostrando o perfil da ausência do amor
AME!
porque...
A inteligência sem amor te faz perverso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita
O êxito sem amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avaro.

A beleza sem amor te faz fútil.
A autoridade sem amor te faz tirano
O trabalho sem amor te faz escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia

A lei sem amor te escraviza.
A política sem amor te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido !


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Rir é o melhor remédio, mas...

Rir é sempre um bom remédio para modificar o nosso estado de espírito e modificar a energia á nossa volta. Mas como rir, se...
... tudo aponta para que fiquemos zangados, tristes, decepcionados?

... somos responsáveis e honramos nossos compromissos, mas por irresponsabilidade dos outros acabamos por sermos incluídos nessa leva? como no caso de um jogo integrante de um torneio, onde a equipe perde, vergonhosamente, por falta de comparência, porque elementos da equipe faltam por serem irresponsáveis e imaturos.

... confiamos nas palavras das pessoas e essas são falsas e mentirosas?

... pessoas publicamente mancham a reputação de um profissional de forma covarde, através de dados e fatos que não correspondem à verdade?

... as pessoas prometem fazer algo ou dão prazos e depois falham?

... há crise na economia acarretando desemprego, aumentando a pobreza, intensificando a miséria?

... corremos a vida todo atrás de um sonho e quando realizamos vemos que estávamos iludidos e a realidade é completamente diferente daquilo que imaginávamos ou pensávamos que fosse?

... envelhecemos e começamos a sentir mais limitações, por vezes dores?

Muitos "se" ainda poderia ser lembrado, mas não adiantaria de nada, assim como não adianta ficar "lambendo ferida" num canto, ou se lamuriando, sentindo-se vítima ou um coitadinho para que os outros sintam pena. Para evitar que isso aconteça devemos lembrar que:

... É na adversidade ou nas condições desfavoráveis que temos que agir e mudar nosso estado de espírito para conseguir rir, porque quando tudo está bem, ou quando ouve-se uma anedota, o riso sai fácil e até espontaneamente;

... É nos momento difíceis que precisamos descobrir algo que nos faça pelo menos esboçar um sorriso, como lembrarmos que amamos, somos correspondidos, mesmo que por vezes, esse amor, embora eterno, não tenha futuro, só passado e momentos instantâneos no presente;

... Dramatizar ou super valorizar o que muitas vezes tem um valor muito ínfimo causa um dano acentuado ao nosso ser;

... Não devemos criar expectativas a cerca dos outros e muito menos fazer cobranças, porque, por exemplo, quem não é responsável, não o será porque cobramos responsabilidade;


... Guardar "lixo" não deixa espaço para o que é essencial e necessário ao nosso espírito: Amor, Luz, Paz;

... O que passou... passou! Não adianta ficar remoendo acontecimentos negativos, conflitos ou pessoas e situações geradoras de conflito, que em nada vão servir, o tempo não para e muito menos volta a trás. Se nos puxaram o tapete e caímos, é levantar, sacudir a poeira e seguir em frente para conseguirmos formar uma boa base de forma que não tombemos, quando tentarem novamente puxar o tapete debaixo dos nossos pés.
... Não adianta chorar pelo leite derramado! É "ir a luta", "correr atrás do prejuízo", utilizar cada obstáculo como um degrau para subir mais alto.

... Rir continua sendo a melhor solução apesar de todos os "mas" ou "se"!

Então o que está esperando para sorrir?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Condutas e atitudes...um caldeirão de emoções!

Tem dias e até semanas inteiras em que a vida se transforma num caldeirão de emoções, as energias positivas mesclam-se com as energias negativas, por vezes estas tentam abafar aquelas, subtraindo a nossa energia vital, porém algum acontecimento ou vários em simultâneo faz com que essa situação seja revertida em favor da energia positiva e passamos rapidamente do estado de depressão, desânimo, baixa da auto-estima de outrora, para um estado de serenidade, de êxtase que nos revigora e faz com que recuperemos a nossa auto-estima.
As nossas condutas geram atitudes e são essas que vão fazer com que o prato da balança penda para a energia negativa ou positiva.
Como tudo tem uma razão de ser e acontece no momento certo, ao procurar, no arquivo pessoal, uma apresentação em PowerPoint, para adaptar a descrição de um momento mágico e emocionante, encontrei esta mensagem : "Alfabeto Emocional", que não podia estar mais dentro do contexto:
O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes:

“Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá
impacto nos trilhões de células que formam um organismo – explica - As condutas “S”: serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso, promovem secreção de Serotonina,

…enquanto que as condutas “R”:

Ressentimento, raiva, rancor, repressão, resistências, facilitam a secreção de CoRtisol, um hormônio coRRosivo para as células, que acelera o envelhecimento.
As condutas “S” geram atitudes “A”: Ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.

As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”: depressão, desânimo, desespero, desolação

Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor,
porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.
O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.”
Tenha uma excelente vida!
Plena de Serotonina!!!"
Tendo por base o efeito desse neurotransmissor, serotonina, existem várias pesquisas que apontam o chocolate como tendo e sendo um elemento serotoninérgico, ou seja provoca a libertação da serotonina, que também é chamada a amina do prazer e bem estar ou os seus efeitos no organismo. Algumas pessoas empiricamente descobriram isso, daí a clássica cena dos filmes onde a "mocinha" deprimida porque o seu amor foi embora, compensa esse estado, devorando uma caixa de bombons de chocolate.

Exageros à parte, o chocolate tem esse poder mágico, falo por experiência pessoal, embora de forma empírica, de devolver a energia, e melhorar o estado de ânimo, de deixar a pessoa menos "down" ou até eufórica. É claro que deve existir alguns efeitos menos positivos decorrentes do excesso de calorias que se não forem bem geridas, podem ocasionar acumulo no tecido gorduroso, contribuindo para o aumento do peso, aumento do açúcar no sangue e talvez aumento da gordura no sangue.

Contudo há que haver equilíbrio, se ingerirmos excessos de calorias (independente de sua fonte) devemos promover o seu desgaste através do exercício ou atividade física, mas também devemos ponderar sobre o que é mais prioritário no momento sentir os efeitos benéficos (recuperar a energia) ou evitar os efeitos maléficos para manter a "silueta" mas sem ou baixa de energia, é óbvio, isso, quando não conseguimos por nós próprios, mudarmos a atitude conforme mencionado no alfabeto emocional.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Um concurso interessante

O Henrique Antunes Ferreira em seu comentário no post coeficiente emocional condicionante do sucesso... deixou o seguinte convite:
Henrique ANTUNES FERREIRA disse...
PASSATEMPO/CONCURSO Ceu azulinho
Está a decorrer n’A Minha Travessa do Ferreira, um novo passatempo/concurso sobre o tema Frases feitas. Vai até sexta-feira, 8. Há prémios diversos para os três vencedores, incluindo os «prémios/mistério» que têm sido muito bem acolhidos por que os tem ganho. Se quiseres dar lá um saltinho e tentar a sorte – muito obrigado. E passa a informação aos teus amigos e correspondentes, por favor. Lá te espero e a eles também…Qjsa

A frase feita que lá encontrará é: Estar o carneiro a dar mugem

Já propus os seguintes significados:
Terá o mesmo significado de "estar a dar música"?Ou terá o mesmo significado de "dar graxa"?ou quem sabe o mesmo significado de dizer "amém" como uma "vaquinha de presépio"? depois pensei mais um pouquinho e novas propostas encontrei:

"queixando-se";"lamentando-se"; "lamúriando-se"; ou quem sabe "choramingando".

Mas nenhum corresponde ao real significado, agora porque estou com sono lembrei de propor: "dar sono" ou "ser enfadonho"?

É caso para dizer: Puxa! como a Língua Portuguesa é rica não só de vocábulos e expressões como de significados múltiplos.

Não que esteja tentando pelo prêmio oferecido, porque o faria mesmo que não houvesse prêmio algum, apenas porque é um "desafio linguístico" e todo o desafio é estimulante e muito enriquecedor, não só porque nos testamos, mas porque aprendemos algo novo que dificilmente esqueceremos pela forma motivante como o fizemos.

Parabéns ao Henrique pela iniciativa e que haja muita participação! de forma a que essa ideia tenha eco.
Quem quiser participar pode fazê-lo no Blogue do Henrique até dia 8/5/09

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A propósito de uma injustiça imposta pela sociedade!

A vida em sociedade é algo complexo, mais ainda quando esta impõe regras injustas, como o caso de um chefe de família que construiu um mundo melhor a sua volta, com seu esforço, suor e sacrifício, por vezes sem ter o que comer, consegue possuir alguns bens materiais e proporcionar estudos aos filhos, aquilo que não teve, além de fartura na mesa e tudo que a família necessitava para se desenvolver e crescer. De repente a vida lhe rouba a sua companheira. Quando precisa movimentar algum bem material que lhe pertence, eis que a sociedade lhe exige o consentimento dos filhos e respectivos cônjuges para agir.
Quão injusta é essa exigência! o que os filhos ou os respectivos cônjuges fizeram ou contribuíram para a aquisição desses bens? nada! muitas vezes até ajudaram a dilapidá-los. Então porque o pai, estando de posse de suas faculdades mentais, não pode dispor e usufruir daquilo que foi uma conquista sua, sem que houvesse ajuda de ninguém, de forma livre, sem ter que se submeter a uma aprovação ou consentimento dos filhos e respectivos cônjuges?

Isso causa uma revolta interior muito grande, principalmente quando não se tolera injustiças de espécie alguma. Mas admiravelmente, este pai, usando de sua compreensão, resigna-se e submete-se, ao invés de revoltar-se.

Diante daquilo que não se pode mudar, há que fazer por onde essa injustiça ser amainada, a forma de o fazer são os filhos e cônjuges passarem um procuração total única, para que o chefe da família possa dispor dos seus bens da forma que lhe aprouver no momento em que quiser, sem que seus passos sejam travados ou que a cada passo tenha que pedir permissão para desfrutar daquilo que lhes pertence de direito. Evitando assim uma humilhação ou injustiça, os filhos e respectivos cônjuges podem emitir opiniões que ajudem a não realizar maus negócios ou impeçam de causar destruição, por um passo errado, daquilo que tanto custou a conseguir, mas jamais deverão impor restrições, caso este esteja de posse de suas plenas capacidades mentais, principalmente se estiverem movidos pela ganância, de olho na possível herança que irão receber, que aliás, é um erro, os pais deixarem de desfrutar do que possuem para deixar alguma coisa para os filhos de herança. Se um filho precisa e os pais tem condição , devem ajudá-lo, agora não devem é passar sacrifícios para deixar alguma coisa, depois que morrerem, para os filhos . Muitas vezes uma herança só serve para provocar a desunião da família, brigas, discórdias, processos em tribunal. Porém, um erro maior , são os pais fazerem a partilha dos bens ainda vivos, porque podem vir a precisar e não ter o aconchego dos filhos. Lembro-me dos meus pais dizerem: "uma mãe cria 7 filhos, mas 7 filhos não criam uma mãe" que grande sabedoria, pois é o que vemos em alguns lares, os pais criaram muitos filhos, muitas vezes com enorme sacrifício, mas na velhice, pelas circunstâncias da vida ou por falta de amor dos filhos, esses pais passam a viver cada mês numa casa diferente, nos respectivos filhos ou então são abandonados num lar ou asilo.

domingo, 3 de maio de 2009

Mãe....Estrela Guia e Amor incondicional da Vida!

O dia das mães (no 1º Domingo de Maio em Portugal ou no 2º Domingo de maio no Brasil) foi instituído para que, pelo menos 1 dia no ano as mães sejam adoradas como a rainha do lar que é, mas que durante todos os dias abdica de ser rainha para ser escrava de sua família.
A mãe, não só aquela que gera um filho, mas aquela que cuida, da carinho, educa e prepara o filho (biológico ou afetivo) para a vida, é a expressão viva do amor total, incondicional e irrestrito, sem termo de comparação, somente encontrado em Deus. Ela é a Estrela guia que ajuda no caminho da vida.
Muitas vezes só nos apercebemos da magnitude desse amor quando já partiu, nessa altura é que passamos em revista a nossa vida e vemos que a nossa mãe sempre esteve connosco nos momentos difíceis, quando doentes ela é que perdia noites de sono para nos tratar, quando tínhamos medo lá estava ela para afastá-lo de nós, quantos sacrifícios passou por nós filhos, quantas vezes renunciou aquilo que gostava ou desejava para atender aos caprichos egoístas dos filhos. Quantas vezes perdeu tempo para preparar a comida que os filhos gostassem, para que estes, insensíveis, apenas reclamassem do tempero que não estava ao agrado. Tantos serviços que prestou aos filhos, cuidando da roupa, ajudando nos trabalhos de casa, muitas vezes sofrendo por tomar as dores dos filhos, aconselhando, orientando, se nem se quer receber um elogio ou um "obrigado", como se tivesse obrigação ou fosse criada dos filhos egocêntricos e egoístas, que não se dão conta que ela, mãe, também tem seus sonhos, desejos, enfim uma vida, que ela própria acaba por esquecer ou renunciar em prol dos filhos e da família.
Quantos filhos existem que no momento em que as mães (e os pais também)envelhecem, ficam cansadas, implicantes, quando mais precisam ser acarinhadas, as abandonam num lar, ou as põe de lado, como se fosse um trapo velho, inútil.
Também há situações em que os filhos passam a vida inteira atarefados com os seus afazeres, esperando um dia poder recompensar as suas mães, estarem mais tempo com elas e quando isso se torna possível é quando o crepúsculo da vida as leva, deixando um profundo vazio em seu lugar, uma escuridão tão grande dentro do peito, deixando-os sem rumo ou direção, como um barco à deriva .
Um recado para os filhos que têm a felicidade de ter a mãe viva: Faça tudo que puder para dar carinho, companhia, conforto e suprir suas necessidades, não deixe passar nenhuma oportunidade de dar um abraço e dizer o quanto a ama, não espere para fazê-lo somente no dia das mães, faço-o sempre, mesmo se ela por circunstâncias da vida, estiver com sinais de demência e pareça não entender qualquer gesto ou palavra que disser, ou se ela fizer as necessidades sem sentir, não tenha nojo, porque ela não teve nojo de você quando trocava as suas fraldas. Não adie para quando estiver menos ocupado ou com mais folga para estar junto dela, passear com ela, ou simplesmente ouvi-la. Se ela estiver longe e não puder estar a seu lado mais vezes, pelo menos por telefone, fale com ela, mais vezes, nem que seja: "liguei para dizer que a amo, precisa de alguma coisa?". Ofereça-lhe flores, mesmo que não seja dia festivo. Arranje sempre uma forma de manifestar o seu carinho, gratidão e reconhecimento pelo amor incondicional que ela lhe dedicou e por ter sido a luz da sua vida. Nunca se esqueça de que sem ela você não existiria.
Por fim uma mensagem para a minha Estrela Guia:
Querida mãe! Que o meu coração lhe alcance aonde quer que esteja e a faça sentir todo o amor e gratidão que tenho pela senhora e o pesar por não ter-lhe ajudado no momento que mais precisou , muito menos ter sabido recompensar todo o trabalho ou sacrifício que teve comigo, além de não ter correspondido às suas expectativas, e também o desejo de que esteja em Paz guiada pela Luz Divina.

sábado, 2 de maio de 2009

Coeficiente emocional ...condicionante do sucesso

Num comentário sobre inteligência emocional, o Pedro lembra sobre o coeficiente emocional (Q.E.), conceito que pode-se dizer recente, até então só se falava do coeficiente de inteligência (Q.I.), aliás esta abreviatura também passou a ser utilizada popularmente como "quem indica" em relação a muitos empregos que são dados não a quem tem um Q.I, não em relação ao coeficiente de inteligência e sim aquele que tem um "padrinho", neste contexto, em outros lugares essa abreviatura foi substituída pela expressão "fator C" ("cunha").
Na tentativa de aprofundar o tema, e continuando o tema, algumas transcrições encontradas:
1- Significado de inteligência emocional

Em relação ao coeficiente emocional, segundo, Dr. Goleman "Estudos comprovaram que o QI só define de 10% a 20% do sucesso na carreira quando analisado isoladamente", ele enfatiza que o coeficiente emocional é fundamental.
ele enfatiza que "também é importante lembrar que manter as aparências e ficar se "roendo por dentro" não é controle emocional, pelo contrário, isso pode acarretar no aumento de stress e em problemas de saúde".
O Dr. Goleman diz textualmente que “a consciencialidade e a lucidez são provavelmente as capacidades mais importantes do indivíduo, uma vez que permitem o exercício do autocontrolo”

Inteligência emocional é aquela em que o indivíduo sabe trabalhar as suas emoções, sabe reconhecê-las, controlá-las, e utilizá-las com melhor proveito na vida. E qual o melhor período de existência para trabalharmos a educação dos sentimentos? É a infância, fase vital da aprendizagem."



Segundo outros autores: "A Inteligência Emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. (Mayer & Salovey, 1997, p. 15)
O processamento de informações emocionais é explicado através de um sistema de quatro níveis, que se organizam de acordo com a complexidade dos processos psicológicos que apresentam: a) percepção, avaliação e expressão da emoção; b) a emoção como facilitadora do pensamento; c) compreensão e análise de emoções; emprego do conhecimento emocional; e d) controle reflexivo de emoções para promover o crescimento emocional e intelectual, descritos a seguir.
A percepção, avaliação e expressão da emoção abrangem desde a capacidade de identificar emoções em si mesmo, em outras pessoas e em objetos ou condições físicas, até a capacidade de expressar essas emoções e as necessidades a elas relacionadas, e ainda, a capacidade de avaliar a autenticidade de uma expressão emocional, detectando sua veracidade, falsidade ou tentativa de manipulação. A emoção como facilitadora do ato de pensar diz respeito à utilização da emoção como um sistema de alerta que dirige a atenção e o pensamento para as informações (internas ou externas) mais importantes. A capacidade de gerar sentimentos em si mesmo pode ajudar uma pessoa a decidir, funcionando como um "ensaio", no qual as emoções podem ser geradas, sentidas, manipuladas e examinadas antes da tomada de decisão. A compreensão e análise de emoções (conhecimento emocional) incluem desde a capacidade de rotular emoções, englobando a capacidade de identificar diferenças e nuances entre elas (como gostar e amar), até a compreensão da possibilidade de sentimentos complexos, como amar e odiar uma mesma pessoa, bem como as transições de um sentimento para outro, como a de raiva para a vergonha, por exemplo. Finalmente, o controle reflexivo das emoções para promover o crescimento emocional e intelectual refere-se à capacidade de tolerar reações emocionais, agradáveis ou desagradáveis, compreendê-las sem exagero ou diminuição de sua importância, controlá-las ou descarregá-las no momento apropriado
.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-79722003000200008&script=sci_arttext&tlng=in


2- Mensuração da inteligência emocional

Um dos problemas mais evidentes relacionado à inteligência emocional é o de sua mensuração. Desde a proposição da inteligência social (Thorndike, 1920) que não se consegue desenvolver um instrumento confiável para medi-la. E sem esse recurso não é possível conhecer objetivamente suas características funcionais (e estruturais, mas esse é um outro problema) na mente humana.No entanto, a maioria das escalas construídas para avaliação da inteligência emocional tem se baseado em auto-relato, como por exemplo o O BarOn Emotional Quotient Inventory (BarOn Eq-i) (Bar-On, 1996, 1997) e a Medida de Inteligência Emocional (Siqueira, Barbosa & Alves, 1999), para citar apenas uma estrangeira e uma nacional, respectivamente. Ambos os instrumentos apresentam rigorosos estudos de construção, assim como boas propriedades psicométricas, mas são compostos de subescalas tradicionalmente associadas à traços de personalidade, habilidades sociais e outros construtos que não a inteligência.
O primeiro instrumento baseado em desempenho para avaliação da inteligência emocional lançado comercialmente foi a Multifactor Emotional Intelligence Scale (MEIS, Mayer, Salovey & Caruso, 1997). Esse instrumento é composto por 12 tarefas destinadas a investigar quatro ramificações da inteligência emocional (Mayer & Salovey, 1997): identificação das emoções, utilização das emoções, compreensão das emoções e gerenciamento das emoções. A primeira ramificação desse instrumento, relacionada à percepção de emoções, é constituída de tarefas em que os participantes têm de avaliar a presença de determinadas emoções em quatro tipos de estímulos: faces, músicas, quadros e histórias. A subescala histórias representa o estímulo verbal e as outras três os estímulos não-verbais. Essa ramificação da MEIS

A Escala Multifatorial de Inteligência emocional (The Multifactor Emotional Inteligence Scale – MEIS) segundo Roberts, Mendonza e Nascimento (2002) é composta de:1) Identificação/ percepção das emoções. A escala avaliou a capacidade do indivíduo em perceber e diferenciar as emoções em uma variedade de estímulos. É composto de quatro subescalas: faces, música , design ( gráficos gerados por computador) e histórias ( narrativas). Cada subescalas contém entre 42 a 48 estímulos que representam uma diversidade de emoções: raiva, tristeza, felicidade, medo, repugnância e surpresa. Os participantes foram solicitados a determinar os sentimentos que representam os estímulos baseados em uma escala de cinco pontos: (1) definitivamente não presente a (5) definitivamente presente.2)Assimilação das emoções. Tem como objetivo avaliar a capacidade do indivíduo em comparar as emoções e identificar aquelas que são contrárias ou influenciam outras sensações e pensamentos, assim como manter emoções que facilitem determinada ação ou pensamento. A escala foi formada de duas subescalas: sinestesia (seis cenas, 60 estímulos), em que os participantes foram solicitados a imaginar um determinado evento com sua correspondência emoção e, logo em seguida, a descrever as emoções sentidas em uma escala de diferencial semântico de cinco pontos: frio-morno, amarelo-roxo, perspicaz-torpe, rápido-lento, escuro-claro, baixo-alto, laranja-azul, agradável-desagradável, bom-ruim, azedo-doce; sentimentos enviesados (quatro cenas, 28 itens), em que os participantes foram convidados a imaginar os sentimentos de uma personagem descrita no cenário (ex. medo e angústia) e depois a julgarem a pessoa fictícia em sete traços (triste, confiável, tensa, cínica, agressiva, controlada, precipitada) utilizando uma escala de cinco pontos: (1) definitivamente não descreve e (5) definitivamente descreve."



3- Estratégias de coping

Quando um indivíduo é confrontado com acontecimentos de vida por ele avaliados como perturbadores, o seu organismo reage de forma a tentar gerir esses acontecimentos e ajustar-se a eles (Bishop, 1994). O coping é o conjunto de estratégias cognitivas e comportamentais desenvolvidas pelo sujeito para lidar com essas exigências internas e externas da relação pessoa-ambiente que são avaliadas como excessivas, e as reacções emocionais causadas por essas exigências (Lázaras & Folkman, 1984).

O coping é uma estratégia de adaptação. Tem como objectivo gerir um problema e modular a resposta emocional a esse problema. Conjunto dos esforços cognitivos e comportamentais do indivíduo que constituem um processo para lidar ou gerir solicitações específicas excessivas, independentemente da sua eficácia. Conjunto de estratégias para responder a um acontecimento stressante.



A mensuração do coeficiente emocional é muito difícil, porque os mecanismos de adaptação às situações são variados, sofre várias influências desde genética, meio ambiente, o próprio QI. Cada ser humano aplica as estratégias de coping de forma pessoal para responder a um acontecimento stressante e pode reagir a esses acontecimentos de forma igualmente variável e até imprevisível dependendo do seu momento interior na altura. Por exemplo a reação a uma mentira, se a pessoa estiver num momento interior de felicidade pode reagir de forma branda, porém se estiver num momento de stress, pode reagir de forma severa.


Cabe a cada um buscar o caminho para auto controlar as suas emoções e "tirar partido" das situações negativas e até conseguir transformá-las em positivas ou transformar um acontecimento a priori desfavorável num acontecimento favorável. Se conseguíssemos aplicar a frase popular "rir é o melhor remédio", rirmos até de nós próprios, não levar tudo muito a sério, inclusive não nos levarmos tão a sério, veríamos o quanto o sorriso, o riso é poderoso e dá saúde, pois alivia ou diminui o nível de stress trazendo-o para o nível necessário que nos permita conseguirmos ultrapassar os obstáculos, sem que o organismo pague a fatura (elevação da tensão arterial, elevação do açúcar no sangue, aumento da frequência cardíaca, alteração na qualidade do sono, falência de estruturas por exaustão, alteração do peso, cansaço ou fadiga, alteração no desempenho sexual, alteração da performance, alteração relacional, entre outras).