
Já os animais, não conseguem acumular energia diretamente, via luz solar, eles são heterótrofos; têm que se alimentar dos autótrofos para obter os hidrocarbonetos para desenvolver-se, ou mesmo de outros heterótrofos que se alimentaram de autótrofos.
Outra coisa certa é que, os organismos dos animais não aceitam quaisquer seres autótrofos ou parte desses, como alimento. Cada um se alimenta com aquilo que seu organismo naturalmente pode transformar.
Se na planta o beija-flor suga o néctar das flores, as lagartas se alimentam de suas folhas etc. Se uma cabra consegue comer o capim, o homem já não teria como digeri-lo.
Essa maravilha da Natureza se chama cadeia alimentar, onde todos os seres se interrelacionam para crescer, sobreviver e perpetuar suas espécies.
Quando homem destrói um vegetal, é certo que estará dificultando ou mesmo impedindo que algum outro ser se alimente dele e que dê continuidade à sua espécie. Da mesma forma, quando o homem destróí um animal, poderá estar rompendo uma cadeia alimentar na qual se apoiam outras espécies de animais.
http://www.gpca.com.br/gil/art39.html
Nós, como a maioria dos animais, conseguimos viver graças à ENERGIA que adquire a partir dos alimentos que consome. Esta energia dá a capacidade ao seu corpo de executar todas as funções necessárias para sua sobrevivência. Esta energia é transferida ao longo de uma cadeia ou de uma teia alimentar.
As cadeias e teias podem ser de dois tipos: de pastejo e de detritos.
Cadeia ou teia de pastejo, onde a base, ou a energia que sustenta a cadeia, são as plantas (autótrofos), consumidas por herbívoros pastadores, por sua vez consumidos por carnívoros.
Cadeia ou teia de detritos, onde a base é a matéria orgânica não viva, decorrente da decomposição de corpos de vegetais e de animais e seus excrementos. Esta matéria é processada por microrganismos decompositores (fungos e bactérias), que a liberam na forma de nutrientes para as plantas, ou na forma de detritos que serão consumidos por organismos detritívoros, por sua vez consumidos por carnívoros.
Normalmente na natureza estes dois tipos estão interligados.
3- Transferência de energia
ENERGIA é definida como a capacidade de executar trabalho. O comportamento da energia na natureza segue duas LEIS NATURAIS (Leis da termodinâmica), que se aplicam a todos os sistemas biológicos.
1ª Lei da conservação de energia: a energia pode ser transformada de uma forma para outra, mas não pode ser criada nem destruída. Por exemplo, a luz é uma forma de energia que pode ser transformada em trabalho, em calor ou em alimento, mas nunca pode ser destruída, seja no seu estado natural, seja nos estados em que é transformada.
2ª Lei da entropia (em = “em”, trope = “transformação”): o processo de transformação da energia de um estado para outro não é 100% eficiente, ou seja, na transformação parte da energia de origem é dispersada sob a forma de energia térmica (calor, não disponível para consumo).
A fonte de energia que sustenta a transferência de energia em toda as cadeias e teias alimentares é produzida pelo SOL e é transferida para os diferentes NÍVEIS TRÓFICOS através das relações alimentares entre os animais. Qualquer "quebra" nesta transferência pode causar um desequilíbrio na estrutura da teia, ou seja, os elos de ligação entre os níveis tróficos são frágeis.
http://www.ibb.unesp.br/nadi/Museu3_identidade/Museu3_identidade_funcoes/Documentos/Museu3_funcoes_cadeia_1conceitos.htm





